|

O trabalhador da arte Espírita
“O artista verdadeiro é sempre o ‘médium’ das belezas eternas e o seu
trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas vibráteis do sentimento
humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos,
a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza,
sabedoria, paz e amor.”
Emmanuel – O Consolador
Há que se distinguir
os “trabalhadores espíritas da arte” dos “artístas espíritas”.
Enquanto os
primeiros, na qualidade de trabalhador da Casa Espírita, pautam-se pelos
postulados espíritas no exercício constante de orientação, capacitação e
qualificação, os segundos, caracterizam-se por profissionais do meio
artístico, seguidores do Espiritismo e segundos, caracterizam-se por
profissionais do meio artístico, seguidores do Espiritismo e que, num
impulso de generosidade, desejam participar do Movimento Espírita.
Os artistas
profissionais espíritas, que produzem trabalhos com conteúdo moral
edificante que visem
garantir sua sobrevivência com direitos autorais direcionados para o mercado
comum, podem até estar trabalhando na divulgação do bem, de maneira legitima
e ética, entretanto não devem utilizar as organizações espíritas nem a rede
de divulgação espírita para projetos de promoção e sustentação pessoal.
A promoção do bem, do
belo, da harmonização, dos valores éticos, morais e da
elevação da alma, com
seriedade e responsabilidade, são caminhos que darão segurança e
credibilidade, para que os resultados sejam colhidos pelas instituições
promotoras e
realizadoras dos
projetos artísticos.
As produções
individuais deverão ser acolhidas, desde que analisadas e ajustadas
aos critérios e
padrões estabelecidos com base na proposta espírita de construção do bem.
O artista, a exemplo
dos demais trabalhadores, também passa por necessidade de
reajustes e
crescimento espiritual. Portanto, deve compreender que a arte na qual se
desenvolve é
oportunidade de estudo e equilíbrio no campo das emoções por intermédio do
Evangelho de Jesus e
das claridades trazidas pela Doutrina Espírita.
Cabe ao trabalhador da
Arte Espírita conscientizar-se de que os
trabalhos artísticos nos quais se acha envolvido são seara do Cristo em
favor do próximo e dele mesmo.
Eduardo Silva
Mais artigos desse autor
Outros autores
|